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dailydoseofaudio:

shelter by the xx

could i be, was i there?
it felt so crystal in the air
i still want to drown, whenever you leave
please teach me gently, how to breathe

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Wavves e seu menos barulhento trabalho

King of the BeachAh, o barulho! Não me lembro quando comecei a me interessar por noise rock ou trabalhos lo-fi, mas é interessante apreciar a harmonia que há na irritação gerada por instrumentos distorcidos, sintetizadores agoniantes e vozes eletrônicas. Eu honestamente consigo dormir, relaxado, ouvindo um som desse tipo.

Wavves ao lançar esse novo álbum, King of the Beach, abandona um pouco o forte barulho presente em Wavvves; o que já era esperado, pois foi gravado em estúdio, ao contrário do mencionado trabalho anterior do grupo, gravado na casa dos pais do vocalista Nathan Williams. Então troca-se o lo-fi pelo hi-fi e diminui-se um pouco o noise. Perda de identidade? Não diria isso, já que o disco é fantástico. A essência de Wavves está toda presente, e com uma audição mais clara, o que nos possibilita compreender algumas composições interessantes que anteriormente ficariam perdidas em toda a confusão de sons característica do estilo.

“Green Eyes” pode ser uma das representantes dessa nova abordagem de Wavves, com toques leves e bonitos de sinos (imagino que seja) e ruídos mais amenos na guitarra e na bateria, que nos permite ouvir claramente a mensagem presente nas letras, que contradiz a suavidade dos arranjos, ao declarar com frustração: “Eu apenas não sou homem suficiente”. Além dessa, há canções interessantíssimas nesse disco, como “Take on the World”, a apaixonada “When Will You Come”, os punks pesados de “Post Acid” e “Super Soaker”, e “Mickey Mouse”. Apenas achei fraquinha “Convertible Balloon”.

Resumindo, a aproximação de Wavves em direção ao pop fez muito bem à banda; um passo necessário, mas que não será visto com bons olhos por muitos fãs…

Nota: 4/5

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Interpol e Interpol

InterpolQual é o sentido em se nomear um álbum com a mesma denominação da banda que o toca? Alguns dizem que é uma busca por reafirmação ou por uma reformulação geral, enquanto muitos fazem isso em debuts. Geralmente aprecio esses discos… Elvis e Elvis Presley, de Elvis Presley, foram, na minha opinião, os melhores do artista; também considero todos os Weezers excelentes (Blue, Green e Red Albums).

No entanto, devo dizer que com Interpol não deu certo; apesar de “Lights”, o primeiro single do disco, ser até brilhante e mostrar tudo aquilo que definiu Interpol como uma das melhores bandas da década, o álbum como um todo mostra uma certa preguiça em buscar o foco. O clima de Joy Division continua lá, mas não é mais a mesma coisa; as canções mostram-se, uma atrás da outra, vazias e sem inspiração e passa apenas a imagem de uma banda voltando a tocar para se lembrar dos dias de glória, mas já sem identidade.

Os fãs ficarão satisfeitos pois o talento para tocar que tinham quando lançaram Turn on the Bright Lights não diminuiu nem um pouco, como se pode perceber em faixas interessantes como “Barricade” e “Always Malaise (The Man I Am)”; mas ainda assim o resto do álbum não me convenceu, mesmo.

Nota: 2.5/5

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A nova parceria de Campbell & Lanegan

HawkQuando se uniram, Isobel Campbell e Mark Lanegan parecia uma dupla que não seria capaz de combinar seus estilos, tão distintos se considerados individualmente. Hawk já é o terceiro disco dessa parceria e é tão bom quanto os dois anteriores. Em todas as músicas, se ouve Campbell suspirando, enquanto Lanegan rosna… e tudo funciona em uma harmonia perfeita.

Todas as canções foram escritas por Campbell, com exceção de dois excelentes covers de Townes Van Zandt: “Snake Song” e “No Place to Fall”, que caíram como uma luva na voz de Lanegan, sendo que na segunda há a participação de Willy Mason, que poderia ter sido dispensada sem maiores prejuízos.

Além dessas duas, temos outras excelentes músicas no pacote: “Time of the Season” é uma canção de natal nada convencional e lembra Belle & Sebastian, banda que Campbell já fez parte; “You Won’t Let Me Down Again” apresenta um groove bem calmo e conta com a participação da guitarra de James Iha, do Smashing Pumpkins; “Come Undone” é impressionante com seus pianos com uma forte influência de R&B; e “Hawk” é um instrumental recheado de blues muito bem executado.

O tom quase gospel de “Lately” fecha bem o álbum e nos deixa esperançosos para que essa “estranha” parceria continue por muito tempo ainda…

Nota: 4.5/5

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Arcade Fire e seu novo álbum

The SuburbsSabe aqueles discos que parecem não possuir “fillers”? Que são eficientemente ótimos do começo ao fim? Pois é, The Suburbs se coloca entre esses. O passeio pela periferia de origem de Win Butler começa com “The Suburbs”, com toques levíssimos de piano, passando pelo vigoroso hino de arena “Ready to Start”. Em seguida, ouvimos “Modern Man”, uma baladinha meio pop que é complementada por “Rococo”, angustiante e repetitiva, mas viciante, orquestrada por Owen Pallet. “Empty Room” inaugura a voz doce de Reginé Chassagne, mulher do Win, acompanhada por um coral de violinos e frases em francês.

A sexta faixa, “City with No Children”, é a única canção que eu consideraria mediana em comparação com outras impecáveis existentes nesse disco. O clima lento, mas ao mesmo tempo escalante, de “Half Light I” é apenas a antecipação para um lindo dueto de Reginé e Win, ainda escalante, com toques eletrônicos em “Half Light II (No Celebration). “Suburban War”, apesar do título, é um passeio descompromissado e nostálgico pela vizinhança… simples e bonito.

“Month of May” é um rock bem nervoso flertando com o punk e a música seguinte mostra o quando The Arcade Fire é habilidoso em mudar de estilo rapidamente - “Wasted Hours” é uma balada pop com influências em Neil Young, assim como “Deep Blue” (uma metáfora sobre a derrota de Kasparov para um computador em 1996). Ambas são bem folk, mas acho a primeira mais eficiente.

O álbum caminha para o seu encerramento, mas a qualidade aqui só aumenta. “We Used to Wait” é nostálgica ao nos lembrar que, antes da tecnologia, éramos acostumados a esperar, enquanto hoje queremos tudo imediatamente. Depois desse garage-punk interessantíssimo, somos apresentados a mais um ato de duas partes: “Sprawl I (Flatland)” é depressiva ao extremo, com a voz desolada de Win acompanhada de uma guitarra triste seguida de “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)” onde ouvimos novamente Régine nos agraciando com sua voz impactante, na melhor faixa do disco, na minha humilde opinião.

O disco se despede com a repetição de um refrão da primeira faixa na “The Suburbs (Continued)”, nos deixando com a alegre sensação de termos presenciado uma experiência incrível, mas com o desejo de que isso se perpetuasse indefinidamente… Um álbum com 16 faixas que não me fez cansar em ouvi-lo nem por um segundo. Sério, caprichoso, muito bem produzido em todos os sentidos… tem tudo para ser considerado um clássico daqui a alguns anos, assim como o é Funeral.

Nota: 5/5

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Miami Horror - “I Look To You”

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Kristen Bell e seu bichinho feioso, no novo clipe da excelente Yeasayer

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Cee-Lo Green, do Gnarls Barkley, com “Fuck You”… Muito boa mesmo! Até imagino que seja um desabafo do Cee-Lo para as garotas que o rejeitaram antes de sua vida de sucesso…

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Uma aventura 3D, pode-se dizer, ao som de “October” do disco Broken Bells, da banda Broken Bells…. uma verdadeira viagem. (clique no título do post para abrir a página)

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Klaxons e seu novo álbum

Surfing the VoidOuvi Surfing the Void, novo álbum dos Klaxons e fui totalmente surpreendido. A resenha da NME me empolgou bastante e, nem metade do álbum havia tocado, eu já havia me decepcionado. Porque aquele site o considerou um dos melhores e ambiciosos discos pop do ano eu não sei, mas a expectativa gerada por esse lançamento era tão grande que dá a impressão que a resenha citada foi feita antes mesmo de se ouvi-lo.

Eu poderia resumir essa já pequena resenha em apenas isso: “Sem-graça”. Foi a única expressão que encontrei capaz de definir o que achei de Surfing the Void. E há faixas que chamam a atenção, pela sua feiúra, como “Cypherspeed”. O interessante é que a banda levou 3 anos para realizar esse trabalho e, apesar dos problemas que tiveram com a troca de gravadora e de produtor terem influenciado no resultado negativo, nada justifica lançar um álbum tedioso e vazio como esse. Não digo que não haja talento ali, mas não há criações interessantes o bastante para uma banda que é rotulada como pertencente à vanguarda de um novo gênero musical: o nu rave (ou new rave), uma mistura de diversos estilos, como indie, eletrônico e punk.

Para citar alguns pontos positivos, temos a capa… estilosíssima, no melhor sentido do termo “lolcat”, que só faz sentido em inglês (procurem no google, para saber melhor); e temos também uma canção que é até legal do ponto de vista psicodélico: “The Same Space”. Mas, só isso, nem “Echoes”, que é um pouco pop e, por isso, mais digerível, eu consegui apreciar.

Nota: 1.5/5